sexta-feira, 16 de junho de 2017

LÍDER ALEMÃO HELMUT KOHL MORRE AOS 88 ANOS

(Foto: Daniel Roland/AFP) 

O ex- chanceler alemão Helmut Kohl, grande nome da reunificação da Alemanha, morreu nesta sexta-feira (16). 

Kohl, que foi primeiro chanceler da República Federal Alemã após a reunificação, morreu aos 87 em sua casa em Ludwigshafen. Ele governou a Alemanha entre 1982 e 1998 e foi considerado por muitos a força motriz por trás da introdução da moeda única europeia, convencendo alemães céticos a abrir mão do marco alemão. 

Figura histórica da União Democrata-Cristã (CDU/conservadores), é considerado aquele a quem a atual chanceler Angela Merkel deve sua ascensão política na década de 90. Ela foi sua ministra para temas femininos, passou para o Ministério do Meio Ambiente e lentamente atingiu o topo da vida política alemã.
Kohl saltou à política nacional em 1976, quando se tornou chefe da oposição e chegou à chancelaria em 1982, após ganhar uma moção de censura contra o então chefe do Executivo alemão, o social-democrata Helmut Schmidt. 

Um ano depois, foi ratificado pelas urnas no posto de chanceler e se manteve no cargo até 1998, quando foi derrotado pelo social-democrata Gerhard Schröder, que se aliou com Partido Verde pela primeira vez para recuperar o governo da Alemanha. 

Kohl , que detém o recorde de longevidade como chanceler alemão no pós-guerra com quatro mandatos consecutivos, deixou a vida política em 2002. Após uma queda em 2008, sofreu problemas de fala e passou a usar uma cadeira de rodas. Em 2012, ele foi submetido à uma grande operação cardíaca.

CANTORA ELIZA CLIVIA E O MARIDO MORREM EM ACIDENTE


O acidente que no início da tarde desta sexta-feira (16) matou a cantora paraibana Eliza Clívia, 37 anos, ex-vocalista da Banda Cavaleiros do Forró , e o marido dela, o baterista Sérgio Ramos, no Centro de Aracaju (SE) foi registrado pelas câmeras do circuito de segurança de uma loja. A cantora, que iniciou a carreira solo há quatro meses, estava na capital para divulgar um show, que seria realizado na noite desta sexta-feira (16), e fazer entrevistas. 

As imagens mostram que o motorista do ônibus ainda tentou frear, mas acabou batendo no carro em que estava a cantora, o marido e os outros integrantes da banda. Eles tinham acabado de sair de uma entrevista em uma emissora de televisão local.

Pouco antes do acidente, Eliza foi entrevistada ao vivo em um programa jornalístico da TV Aperipê. Na conversa falou sobre o cansaço nas viagens, a carreira solo, os 10 anos na Cavaleiros do Forró e o carinho pelos fãs sergipanos. 

MÚSICA BRASILEIRA PERDE VASCO MARIZ

Musicólogo, diplomata, advogado, pesquisador e integrante da Academia Brasileira de Música (ABM), Vasco Mariz morreu na madrugada desta sexta-feira (16), no Hospital Samaritano, Zona Sul do Rio, de pneumonia, aos 95 anos.

Carioca, considerado uma unanimidade na vida cultural brasileira, Mariz ajudou vários artistas ao longo da carreira, é autor de uma das mais copiosas e importantes bibliografias do país e trabalhou intensamente na reorganização da ABM, nos anos 1990.

Mariz ingressou na vida diplomática em 1945, depois de se formar em Direito na Universidade do Brasil (atual UFRJ), e serviu por 42 anos na carreira, chefiando divisões como a de Difusão Cultural e de Política, como embaixador no Equador em Israel, no Chipre, no Peru e na Alemanha Oriental e representante do Brasil na Organização dos Estados Americanos.

Em todo lugar, tratava de promover a música e os músicos brasileiros. Em Berlim, seu último posto diplomático como embaixador, convenceu o maestro Kurt Masur a fazer em Leipzig, cidade de Bach, uma homenagem a Villa-Lobos, autor das Bachianas Brasileiras, no ano do seu centenário, 1987.

A obra e os estudos de Mariz foram fundamentais para a criação do Instituto Cultural Arte Brasil, no Paraná e inspiração para que o batuque na caixa fosse implantado. Por isso, a instituição lamenta profundamente a perda desse intelectual cuja obra é seminal para se entender a história da música brasileira.

FAGOTISTA NOEL DEVOS RECEBRÁ A MEDALHA VILLA LOBOS

O fagotista e professor Noel Devos foi escolhido pelos acadêmicos para receber a Medalha Villa-Lobos de 2017. Concedida a grandes personalidades da música brasileira, a Medalha Villa-Lobos contempla três categorias, compositor, intérprete e professor/musicólogo, sendo escolhida uma categoria por ano. Em 2017 foi a vez da categoria professor/musicólogo. Reconhecido como grande intérprete da música brasileira, Noel Devos foi escolhido por sua atividade pedagógica como professor de fagote e música de câmara. A Medalha Villa-Lobos será entregue a Noel Devos no dia 15 de julho durante o concerto comemorativo dos 72 anos da ABM no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

NOEL DEVOS
 
Nascido em Calais, estudou no Conservatório de Paris, onde obteve por unanimidade o primeiro prêmio. Em 1952, a convite de Eleazar de Carvalho, se transferiu para o Brasil, para ocupar o posto de primeiro fagote da Orquestra Sinfônica Brasileira. Muitos dividem a história do fagote no Brasil em antes e depois da chegada de Noel Devos ao país. Sua atuação como músico e professor deu ao instrumento uma relevância até então inédita na música brasileira. 
 
O repertório nacional para fagote solista e na música de câmara se desenvolveu e consolidou tendo Devos como protagonista. A ele dedicaram obras, dentre outros, compositores como Mignone, Siqueira, Bocchino, Macêdo, Kiefer e Bauer. Mas aqui destacamos especialmente sua atuação como professor. Foi docente da Escola de Música Villa-Lobos e da Escola de Música da UFRJ. 
 
Sua ação pedagógica espalhou-se por todo o país, através da participação nos mais importantes e variados cursos de férias e festivas de música, que se reflete nas diversas gerações de seus alunos que hoje ocupam postos como solistas das principais orquestras brasileiras e docentes em universidades e escolas de música. Destacamos, por fim a relação de Devos com Villa-Lobos, tendo não só estreado algumas de suas obras, como participado de várias edições do Festival Villa-Lobos, ministrado cursos de interpretação sobre a obra do compositor.

MINISTRO INTERINO DA CULTURA ENTREGA DEMISSÃO

João Batista de Andrade, ministro interino da Cultura, pede demissão © image/jpeg João Batista de Andrade

 
O ministro interino da Cultura do governo Temer, João Batista de Andrade, enviou uma carta ao presidente pedindo demissão, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo.

Ele justificou o pedido afirmando que não tem interesse em ser efetivado no posto. Na carta, segundo o jornal, ele diz a Temer que está disposto a contribuir “de forma proativa” com a transição.

João Batista está no cargo desde maio, quando o ex-ministro Roberto Freire também pediu demissão após a divulgação da delação premiada de Joesley Batista, citando Michel Temer.

O governo só deve efetivar a troca quando Temer voltar de viagem para a Rússia e a Noruega, na próxima sexta-feira (22).