terça-feira, 28 de dezembro de 2010

ANA DE HOLLANDA, NOVA MINISTRA DE CULTURA





22/12/2010 - 17h24
Irmã de Chico Buarque promete dar novo rumo ao Ministério da Cultura

ANA PAULA SOUSA
ENVIADA ESPECIAL AO RIO

Ana de Hollanda, cantora, compositora e atriz, passou hoje por sua primeira prova de fogo à frente do Ministério da Cultura (MinC).

A artista, que tem 62 anos, quatro CDs gravados e já se sentou em algumas cadeiras da administração cultural, recebeu a imprensa para a primeira conversa sobre seus planos para a pasta.

A entrevista aconteceu na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, no final da manhã de hoje.

Trajando um vestido florido, ornado por um colar de pedras, Hollanda tentou manter, o tempo todo, a postura da artista acessível, muito mais do que da ministra que se trancará no gabinete.

Da roupa que escolhera à maneira como cumprimentou cada um dos jornalistas, parecia ter o desejo de transmitir simplicidade e disposição para o diálogo.

Marcos Michael/Folhapress

Ana de Hollanda durante a entrevista de hoje no Rio

NOVO RUMO

Depois de apresentar uma breve histórico de sua trajetória na política cultural e de reconhecer que, no governo Lula, o MinC avançou, Ana passou a responder às perguntas.

A aparente calma só era desmentida pela voz que, vez por outra, falhava e ficava meio rouca.

Seu tom geral foi cuidadoso. Para cada questão, Ana tentava escolher as melhores palavras e dizia, o tempo todo, que precisa tomar pé da situação antes de definir o rumo de sua política.

Nas frestas da fala cautelosa ficou claro, porém, que haverá, sim, uma mudança de rumo no ministério que começou o governo Lula nas mãos de Gilberto Gil e terminou sob o comando de Juca Ferreira.

E essa mudança começará pelos dois principais cavalos de batalha de Ferreira: as reformas da lei Rouanet, já no Congresso, e da lei do direito autoral, cujo texto ainda está nas mãos do governo.

"É uma questão polêmica. Vamos ter que revê-la", admitiu, sobre o direito autoral. "Não podemos ser radicais. A chamada flexibilização do direito autoral já existe na prática. Um artista pode liberar suas músicas."

Ela também deixou em suspenso o destino da reforma da Lei Rouanet, que está em discussão no Congresso Nacional. "Já ouvi queixas raivosas contra a mudança e já ouvi elogios. Não vou buscar a lei no Congresso porque não tem como tirar, mas temos que acompanhá-la, e saber que emendas vamos defender."

EQUIPE

A nova ministra, que foi confirmada no cargo há dois dias, diz que ainda não teve de começar a formar sua equipe.

Mas fez elogios a Antonio Grassi _ um dos articuladores de seu nome junto ao PT _ e, ao encontro no BNDES, chegou acompanhada de Vitor Ortiz, que trabalha da Empresa Brasileira de Comunicações (EBC) e de Glauber Piva, um dos diretores da Agência Nacional de Cinema (Ancine).

Outro "ministeriável", o sociólogo Emir Sader, que chegou a ser cotado para o cargo, seria outra das figuras próximas a Ana neste momento.

"Também pretendo aproveitar os quadros atuais do ministério", disse, tentando desfazer a idéia de que haveria, agora, uma espécie de "higienização" da pasta.

DELICADEZA

Às inevitáveis perguntas sobre o irmão mais ilustre, Chico Buarque, Ana reservou um pedaço de sorriso, mas também uma cutucada.

"Já li nos jornais que minha escolha foi uma troca de gentilezas", disse. "Claro que não tem nada a ver. Não fui escolhida pelo meu irmão, mas por todo o trabalho que fiz nestes anos. A presidente sabia do meu trabalho na Funarte, da minha história."

Ana diz que Chico, como todos os irmãos, ficaram empolgados com a indicação e alvoroçados com a mudança. Ela é a sexta dos sete filhos de Sérgio Buarque de Hollanda e dona Maria Amélia.

"Vou ter que morar em Brasília!", diz ela que, apesar de nascida e criada em São Paulo, vive desde 2003 no Rio de Janeiro.

"Fui criada aqui e lá. Porque minha mãe é do Rio, meu pai era paulista...".

E aí foi inevitável a lembrança de que seu "avô era pernambucano, o seu bisavô mineiro e seu tataravô baiano", como cantou Chico Buarque.

"E é isso mesmo. É tudo verdade", diz ela, que também já é avó e tem, do irmão compositor, o mesmo sorriso marcante.

( REPRODUÇÃO INTEGRAL DO BLOG DO FLÁVIO LOUREIRO )

PÚBLICO DO SHOW DE ROBERTO CARLOS, NO RIO DE JANEIRO, NO DIA DE NATAL

SHOW DE ROBERTO CARLOS ANTECIPA FESTA DE RÉVEILLON EM COPACABANA


O especial de fim de ano do Rei levou mais de 400 mil pessoas para a areia de Copacabana em uma noite inesquecível.
Foi uma noite linda, um presentão de Natal. Pela primeira vez, o show especial de fim de ano do Roberto Carlos na Rede Globo foi ao ar livre. A Praia de Copacabana recebeu no fim de semana quase meio milhão de fãs. E cada um tem uma história especial para contar.

Com faixas e capas de discos, os fãs tentavam de tudo para chamar a atenção do Rei. Quando Roberto Carlos apareceu no palco, a multidão virou um grande coral. Roberto contou aos fãs que precisaria cantar sentado por causa de um acidente de moto e brincou com a situação. “Depois dos 35 anos, a gente deve ter um cuidado”, disse.

Para ficar na primeira fila, Dona Jurema chegou dez horas antes do show. Aos 60 anos, ela diz que conhece todas as músicas do Rei. “Tem aquela que me marcou muito minha vida com Roberto Carlos: ‘Lady Laura’”, cita.
O Rei teve convidados especiais para lembrar os grandes clássicos, para cantar sertanejo e fazer samba. Com a bateria e Neguinho da Beija-Flor, o palco virou carnaval. No ano que vem, Roberto Carlos será o enredo da azul e branco de Nilópolis.

Mas quem não queria estar no palco com o Rei? “Eu tenho fé em Deus que dou um abraço no Roberto”, comentou uma fã.
Ficar perto de Roberto Carlos não é fácil, mas Dona Maria do Carmo quer realizar o sonho dela. Na falta do Rei, tem o cover dele. Carlos Evanney fez o que pode, mas para Dona Maria ficou um gostinho de quero mais. “Parece, mas eu quero ver o Rei”, comentou.

O verdadeiro Rei ficou ao lado de 200 crianças do coral da Escola de Música da Rocinha para cantar “Noite feliz”. O show levou mais de 400 mil pessoas para a areia de Copacabana em uma noite inesquecível.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

ARTE BRASIL AGRADECE


INSTITUTO CULTURAL ARTE BRASIL AGRADECE :



* foto de Peter Mieg



a) Cartões de Natal dos escritores Cosme Custódio da Silva ( BA); Gessy Carísio de Paula ( MG); Eunice Mendes ( SP) e Zuyla Cartaxo ( PE )



b) Correspondência do escritor Ari Lins Pedrosa ( AL)




c) Jornal As Acadêmicas ( ES )




d) CD com os concertos números 1 e 2 para orquestra e piano, de Peter Mieg ( importante compositor, pintor e escritor suíço que viveu entre 1906-1990 ), com postais referentes a exposição de quadros do artista e votos de feliz 2011




e) Correspondência da Ilustríssima Governadora do Estado do Rio Grande do Sul, Senhora Yeda Crusius, desejando feliz 2011 aos integrantes dos projetos do Arte Brasil



f) Folder com a programação da temporada 2011 da Orquestra Petrobrás Sinfônica, gentilmente enviada pelo Maestro Isaac Karabtchevski.




* Em breve, texto de Aldo Moraes, analisando o legado musical do compositor suíço Peter Mieg. Moraes escreveu a Ballade pour Peter Mieg ( para violão solo ), que ganhou o Concurso da Fundação P.Mieg, em 2002, visando as comemorações em torno dos 100 anos do artista.

POEMA DE NATAL




Porque é melhor assim:

Que o amor seja completo

Que a bondade seja infinita

Que os encontros sejam mais belos

E que os corações se confraternizem ...



Sempre é melhor assim:

Que haja mais solidariedade

Que haja mais ternuras

Que vibrem os violões

E que as mães possam chorar só de alegria ...



Tudo é melhor assim:

Com filmes que falem de amor

Com vozes que transcendam línguas

Com livros que transformem vidas

E abraços insuperáveis ...



O dia é melhor assim:

Quando o Natal é o ano inteiro

E o mistério do amanhecer

É a alegria do que virá

E quando o homem confia na profecia

Sabendo que pode esperar ...




Poema de Aldo Moraes

composermoraes@hotmail.com

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Artista Oda Jaune



Recebi postais das recentes exposições da Galeria Templon, na França, com o qual estabelecemos parceria de intercâmbio cultural, há 2 anos e me surpreendi com a inquietante criatividade da artista Oda Jaune. Por isto, indico visita a seu site ( onde se pode ver suas pinturas e esculturas ) e relato um pouco sobre sua biografia:

Oda Jaune nasceu em 1979, na Bulgária; casou - se em 2001 e estudou artes, de 1998 a 2003.

Realizou exposições em Pequim, Berlim, França, Itália e há diversos ensaios críticos sobre sua obra: " Uma vez em um ( 2010); Primeira água ( 2010); May you see raibows ( 2009); Sustentei a leveza do ser - A metáfora do espaço ( 2008) e Il mistero della pintura buffo ( 2007).

Hoje é representada pelos marchands da Galeria Templon, na França.

Seu site:
www.odajaune.com
* por Aldo Moraes
composermoraes@hotmail.com

Obra de Oda Jaune

Mais : www.odajaune.com