terça-feira, 21 de julho de 2026

COMUNIDADE DE TERRA CAIDA: MARISQUEIRA MARIA LUCIA MORRE EM INDIAROBA

Nascida na Ilha, do outro lado do Rio Piauí, em 01/02/1940, viveu em Terra Caída há mais de 5 décadas. Concluiu 74 anos dedicados à mariscagem. Pois, iniciou a catar aratu desde seus 12 anos de idade. Por que ela é tão importante⁉️ 🦀🍃 Símbolo de sustento e resistência feminina: Foi do mangue que ela tirou o sustento da família, vendendo o catado de aratu para os donos de restaurantes da região. Como as marisqueiras de Indiaroba, ela representa as “inúmeras mulheres aguerridas que têm esse papel econômico”. 🦀🍃 Guardiã de uma cultura: Em Terra Caída, o aratu é muito mais que um crustáceo. É a base da empada de aratu, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do estado, e até nome da moeda social do município. Dona Maria Lúcia era uma das responsáveis por manter essa tradição culinária e econômica viva. 🦀🍃 Exemplo de relação com o território: Mesmo com idade avançada, ela ainda atravessava o mangue a pé e sozinha, um percurso considerado longo e corajoso. Ela dizia: “Eu vou com a maré cheia, fico pescando pela beirada. Quando a maré vai vazando, eu vou descendo” e quando os filhos mandavam descansar, respondia: “Eu vou descansar no mangue”. ⚓️🖤 A morte de Dona Maria marca não só a perda de uma pessoa, mas o fim de uma geração que construiu com as próprias mãos a identidade comunitária, contribuiu com a transição de um pequeno vilarejo de pescadores para um destino de turismo de base comunitária. Dona Maria deixa o legado de que o mangue não é só trabalho, é casa, é oração, é música e é vida. FONTE instagram do vereador e historiador Ginaldo Lessa

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