segunda-feira, 7 de setembro de 2026

PARA UM AMOR NO RECIFE: QUEM FOI DEDÉ AURELIANO

Ao fazer sua primeira incursão pelo Nordeste, em 1971, Paulinho da Viola chegou a Recife para apresentar dois shows. A acolhida calorosa que recebeu, porém, o levou a ficar por quase um mês na capital pernambucana, hóspede de Maria José Aureliano, a Dedé, uma professora, vista pelo cantor e compositor carioca como afirmativa e independente. Depois de retornar ao Rio de Janeiro, o sambista e a mãe adotiva continuaram a se comunicar por cartas. ;Até hoje guardo essas correspondências com muito carinho;, diz. Movido pela afetividade, Paulinho compôs naquele ano Para um amor no Recife, dedicada a Dedé. Hoje, ele reafirma que a música ;era uma metáfora intencional sobre as distâncias e o silêncio que marcavam as relações entre amigos e artistas nos anos da ditadura militar

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