sexta-feira, 3 de junho de 2011

CD Batuque na caixa repercute II



" Prezado Maestro Aldo Moraes

Obrigado pelo belo CD da música do Batuque na caixa. Gostei muito do CD e estou feliz em adicioná-lo à minha coleção. O trabalho que vocês estão realizando com os jovens de Londrina é verdadeiramente notável.

Eu desejo que você continue a ter sucesso com o projeto. E mais uma vez, obrigado pelo gesto amável."

Thomas.A.Shannon ( Embaixador dos EUA no Brasil) 13/5/2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Batuque 10 anos

Em breve, divulgaremos os novos parceiros e as atividades de comemoração dos 10 anos do BATUQUE NA CAIXA!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Bob Dylan, 70 anos


Uma exposição de fotografias em Nova York iniciou uma homenagem ao compositor Bob Dylan, que completa 70 anos no próximo dia 24, por meio de centenas de imagens de uma turnê realizada entre 1975 e 1976, algumas delas inéditas.

O fotógrafo Ken Regan é o autor das fotografias, que mostram Dylan a cores e em preto e branco durante suas apresentações, mas também em momentos mais íntimos, nos quais o compositor aparece lendo, passeando e conversando de forma descontraída com outros conhecidos músicos como Bruce Springsteen e Patti Smith.

As compositoras Joni Mitchell, Joan Baez e o escritor Allen Ginsberg são outros personagens famosos que aparecem ao lado de Dylan nas imagens. "Ken Regan traz à galeria um dos conjuntos mais completos de imagens icônicas do músico", disse Peter Blachley, co-proprietário da galeria Morrison Hotel, que abrigará a exibição até junho, segundo um comunicado à imprensa.

Regan nasceu e cresceu em Nova York, onde estudou jornalismo e começou sua carreira cobrindo eventos esportivos, embora também tenha retratado conflitos armados e trabalhado para a família Kennedy - em reuniões familiares e eventos políticos - e para diversas revistas, como Vanity Fair e Time.

Foi exatamente esta última revista que pediu a Regan que cobrisse o show que Dylan deu em Chicago em 1974. Meses mais tarde, o próprio músico o convidou para ser o fotógrafo oficial da turnê Rolling Thunder, onde fez as imagens que agora exibe na mostra.

Regan teve acesso privilegiado às apresentações, viagens e aos momentos de descanso dos artistas, o que lhe permitiu oferecer "um olhar próximo da vida dos músicos nesta viagem, com Dylan à frente", segundo o responsável da galeria, especializada em imagens do mundo da música.



Dylan, cujo nome real é Robert Allen Zimmerman, é um dos compositores mais influentes do século XX, e no momento em que foram feitas as fotografias já havia se tornado um mito da música graças a álbuns como Bringing It All Back Home e Blonde on Blonde.

A exposição vem acompanhada de um livro em edição limitada e numerada que reúne algumas das imagens da mostra, segundo destacou o proprietário da galeria.


O ARTISTA PAULO MENTEN COM O ARTISTA LONDRINENSE BHALL MARCOS


GIL SCOTT-HERON




O poeta, cantor, figura histórica da música negra e precursor do rap Gil Scott-Heron morreu, sexta-feira ( 27/5) à noite em Nova Iorque, aos 62 anos, por causas ainda não divulgadas.
O anúncio foi feito por Jamie Byng, o seu produtor no Reino Unido, através da rede social Twitter, onde escreveu que o seu “amigo e uma das pessoas mais inspiradoras” que alguma vez conheceu, morreu na última noite.

Gil Scott-Heron nasceu em Chicago, nos Estados Unidos, em 1949 e lançou o seu primeiro disco em 1970 com o título “Small talk at 125th and Lenox”, onde tecia duras críticas à classe média americana, os ativistas negros e o consumismo norte-americano. O trabalho ficou célebre pela sua canção mais incisiva: “The revolution will not be televised”.

Durante muitos anos foi apresentado como o “Bob Dylan negro”, pela classe política. Mas sempre foi mais direto ao assunto, ou não teria escrito uma canção sobre segregação racial na África do Sul chamada “Johannesburg”; ou outra sobre alcoolismo, “The bottle”. No final dos anos 60 e primórdios dos 70, num período de lutas cívicas, convulsões econômicas e mudanças sociais aceleradas, poucos conseguiram capturar as contradições de um país como ele.

Apesar de ser muitas vezes apontado como precursor ou padrinho do rap, este era um título que não agradava a Gil Scott-Heron, que preferia descrever o seu trabalho como “bluesology”, isto é, uma espécie de fusão entre poesia, soul, blues e jazz, com uma grande consciência social e fortes mensagens políticas, nomeadamente sobre temas como as armas nucleares ou o apartheid, descreve o jornal inglês Guardian.

Dos livros para a música

Inicialmente através da escrita publicou o primeiro livro, “The Vulture”, aos 19 anos. Mais tarde, quando ia publicar o terceiro livro, e depois de ter conhecido o músico e produtor Brian Jackson que o viria a acompanhar durante mais duas décadas, entendeu que o método de comunicar teria que mudar e a soul, o funk ou o jazz tornaram-se no veículo de difusão da sua paixão: a poesia.

Nesse período apresentava-se acima de tudo para audiências negras, aprendendo com a “spoken-word” do poeta e ativista Amiri Baraka ou com o jazz de Coltrane e Miles Davis. Mais tarde, no final dos anos 70 e primórdios dos 80, quando o hip-hop irrompeu, foi considerado um dos pioneiros do gênero. Grupos como Public Enemy ou Disposable Heroes Of Hiphoprisy citavam-no e novas gerações, de todas as cores, redescobriam-no.

Mas Gil Scott-Heron assumia-se sobretudo marcado pela sua avó, que viu morrer no sul dos Estados Unidos quando tinha apenas 15 anos. “Ensinou-me a não esperar que as pessoas descobrissem o meu pensamento, mas a exprimir-me por mim próprio. Quando penso nela, vejo-me a mim”, disse uma vez o cantor, numa entrevista. Depois da morte da avó, mudou-se para o Harlem, Nova Iorque, onde ainda habitava. Foi já em Nova Iorque, na Universidade Lincoln, que conheceu outra personalidade importante na sua vida, o poeta e escritor Langston Hughes.

Ao longo de quatro décadas, o cantor lançou mais de 20 discos. "We're New Here", lançado já este ano, foi o seu último álbum, tratando-se de uma recriação do álbum "I'm New Here" de 2010, concretizada por Jamie xx (do grupo The xx) e Gil Scott-Heron. O trabalho do ano passado foi lançado 16 anos depois do seu último registo de originais e numa altura em que tinha estado envolvido em algumas polêmicas com a polícia por pose drogas e violação da liberdade condicional.

Conheça Abdias Nascimento


Abdias do Nascimento, nasceu em Franca (SP), em 14 de março de 1914 e faleceu terça-feira, dia 24 de maio, no Rio de Janeiro/RJ, aos 97 anos de idade.

Foi um dos maiores defensores da defesa da cultura e igualdade para as populações afrodescendentes no Brasil, nome de grande importância para a reflexão e atividade sobre a questão do negro na sociedade brasileira. Teve uma trajetória longa e produtiva, indo desde o movimento integralista, passando por atividade de poeta (com a Hermandad, grupo com o qual viajou de forma boêmia pela América do Sul), até ativista do Movimento Negro, ator (criou em 1944 o Teatro Experimental do Negro) e escultor.

Após a volta do exílio (1968-1978), insere-se na vida política (foi deputado federal de 1983 a 1987, e senador da República de 1997 a 1999), além de colaborar fortemente para a criação do Movimento Negro Unificado (1978). Em 2006,em São Paulo, criou o dia 20 de Novembro como o dia oficial da consciência negra. Recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade de Brasília. Autor de vários livros: "Sortilégio", "Dramas Para Negros e Prólogo Para Brancos", "O Negro Revoltado", e outros.

Foi também professor benemérito da Universidade do Estado de Nova Iorque.

Foi casado quatro vezes. Sua terceira esposa foi a atriz Léa Garcia, com quem teve dois filhos, e a última a norte-americana Elizabeth Larkin, com quem teve um filho.

Publicações
 "Africans in Brazil: a Pan-African perspective" (1997)
 "Orixás: os deuses vivos da Africa" (Orishas: the living gods of Africa in Brazil) (1995)
 "Race and ethnicity in Latin America - African culture in Brazilian art" (1994)
 "Brazil, mixture or massacre? essays in the genocide of a Black people" (1989)
 "Sortilege" (black mystery) (1978)
 "Racial Democracy in Brazil, Myth or Reality?: A Dossier of Brazilian Racism" (1977)

Filmografia
 Cinema de Preto (2005)
 Cinco Vezes Favela (1962)
 Terra da Perdição (1962)
 O Homem do Sputnik (1959)