Fundado em 1998, o Instituto Cultural Arte Brasil é uma OSC cultural com ações e projetos na cultura, esportes, meio ambiente e cidadania. Tem reconhecimento do Sesc, Minc, Rock In Rio, CESE, Itaú Social, Cenpec, Unicef, Instituto RPCom e Febrafite. Atuante na defesa, pesquisa e difusão da cultura brasileira, realiza ações arte-educativas e de combate ao racismo com adolescentes e jovens em conformidade com a Lei nº 10.639/2003 osc.artebrasil@gmail.com https://www.instagram.com/batuque_nacaixa/
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
15 DE JANEIRO DE 1976: POR DECRETO ESTADUAL OS TERREIROS DA BAHIA DEIXAM DE SER PERSEGUIDOS E PUNIDOS
O dia 15 de janeiro de 1976 marca uma das rupturas mais significativas na história das religiões de matriz africana no Brasil. Sob a assinatura do Decreto Estadual nº 25.095 na Bahia, os terreiros de Candomblé deixaram de ser geridos pela Delegacia de Jogos e Costumes, encerrando décadas de uma tutela policial humilhante que tratava o sagrado negro como contravenção ou “caso de costumes”. Esse ato não foi apenas uma formalidade jurídica, mas o reconhecimento institucional da dignidade de um povo que, durante anos, precisou de licença policial e pagamento de taxas para exercer sua fé.
Hoje, revisitar esse marco é compreender que a liberdade religiosa foi uma conquista tecida entre o axé das lideranças tradicionais, a articulação de intelectuais e o peso técnico de figuras como o jurista Edvaldo Brito. Embora o decreto tenha removido as grades da fiscalização direta, a luta contra o racismo religioso e seus estereótipos persiste, exigindo que a memória dessa vitória seja reafirmada diante dos desafios atuais. Deslize para o lado e conheça os detalhes dessa jornada histórica.
Foto: Ilê Casa Branca / Capa livro formação do Candomblé / Karime Xavier/ reprodução
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário