sábado, 27 de março de 2021

MARÇO AMARELO É TEMA DO PROGRAMA NEM MAIS NEM MENOS, NA RÁDIO BRASIL SUL

 


*”As várias faces da COVID-19: Março Amarelo: Mês de conscientização e luta sobre a endometriose em todo o mundo”.


Participação especial 


1)* Marian Trigueiros*

Jornalista, produtora cultural e ativista no EndoMulheres Londrina, um coletivo e grupo de apoio a mulheres portadoras de endometriose. 

Desde 2017, junto com outras mulheres, reivindica direitos às portadoras, como políticas públicas na área da saúde e assistência social. Portadora da doença desde os 13 anos de idade, foi diagnosticada apenas aos 32 anos, depois de passar por 12 médicos. Sua história é muito parecida com milhares de mulheres porque, apesar de muito comum, a doença é negligenciada, levando a mulher a um diagnóstico tardio e muito sofrimento em todas as áreas da vida. 

O EndoLondrina também realiza a EndoMarcha, evento que ocorre simultaneamente em todo o mundo e, este ano, aconteceu de forma virtual. A campanha Março Amarelo alerta para uma doença que afeta 176 milhões de mulheres em todo o mundo e aproximadamente 7 milhões no Brasil.


Acesse:

www.radiobrasilsul.com.br e assista ao vivo 

WhatsApp 99910-0510 ou ainda pelo telefone (43)3378-2100.

OFICINA TAMBORINS, TAMBORES E AFINS COM LEANDRO LEAL

 


OFICINA TAMBORINS, TAMBORES E AFINS com Leandro Leal nas Plataformas Digitais da Internet.


Percussões da Cultura Popular Brasileira!!! 


Preencha o formulário! Ali tem mais informações. https://forms.gle/yibRa27kEwejzszA6 



Participe!!! 🎶


sexta-feira, 26 de março de 2021

LITERATURA: PRÊMIO OCEANOS 2021 ABRE INSCRIÇÕES

 

Começou em 22 de março mais um ciclo do Oceanos ­– prêmio de literatura em língua portuguesa. Até as 23h59 de 18 de abril, estão abertas as inscrições para a edição 2021 da iniciativa, que avalia romances e livros de poesia, conto, crônica e dramaturgia e contempla o primeiro colocado com R$ 120 mil, o segundo com R$ 80 mil e o terceiro com R$ 50 mil.

Podem concorrer obras lançadas entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2020, com publicação em qualquer lugar do mundo, desde que escritas em língua portuguesa. Para se inscrever, autor ou editora devem preencher a ficha de inscrição e enviar o trabalho em PDF neste endereço: https://www.itaucultural.org.br/oceanos/2021/oceanos-2021

A avaliação dos livros submetidos é realizada por júris internacionais de que fazem parte críticos literários, professores e escritores membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). No processo de decisão, as obras concorrem entre si independentemente do gênero.

A escolha passa por três etapas até a definição dos vencedores: primeiro, o júri de avaliação seleciona 50 semifinalistas e vota em quem serão os jurados das fases posteriores; depois, o júri intermediário estreita a lista para dez nomes; então, o júri final escolhe os melhores do ano.

CINEMA FRANCÊS PERDE BERTRAND TAVERNIER

 


Morreu nesta quinta-feira, 25, aos 79 anos, o cineasta francês Bertrand Tavernier, autor de filmes como Round Midnight (Por Volta de Meia-Noite)A Isca e Lei 627. O anúncio da morte foi feito pelo Instituto Lumière, de Lyon, que foi dirigido por ele.

Como alguns de seus colegas, Tavernier entrou no mundo do cinema pela via da crítica. Escreveu em publicações como Cahiers du CinémaPositifCombatLettres Françaises, entre outros. É autor de livros, alguns de referência, como Trinta Anos de Cinema Americano (em parceria com Jean-Pierre Coursodon), um tijolo de mais de 1200 páginas, considerado na França a bíblia sobre o assunto. Admirador do cinema B norte-americano, foi assistente de direção de Jean-Pierre Melville. Estreou como diretor com o episódio Les Baisers (Os Beijos), em 1964. A partir de então, deu início a uma filmografia bastante consistente, com ênfase num cinema narrativo sólido e bem trabalhado.

Amante do jazz, tornou-se mundialmente conhecido por Round Midnight (Por Volta da Meia-Noite, 1986). Apesar de adotar o título de uma composição clássica de Thelonious Monk, a história é uma homenagem indireta a Charlie Parker, o gênio do bebop. Um saxofonista de verdade, Dexter Gordon, interpreta o personagem fictício Dale Turner que, na década de 1950, muda-se para Paris em busca de um pouco de paz e um público fiel. Um fã (François Cluzet) tenta fazer seu ídolo sobreviver ao alcoolismo e outros aditivos. O filme é maravilhoso pela intensidade, história comovente e, também, claro, pela música. A trilha (premiada com o Oscar) é de Herbie Hancock. Dexter Gordon nunca havia trabalhado antes como ator, o que parece inacreditável, tamanha a credibilidade que imprime ao papel.

Apesar do interesse por temas americanos (ele rodou, antes de Round Midnight, o documentário Mississipi Blues), o foco maior de Tavernier foi a França e sua história. Eclético, filmou de Simenon (L’Horloger de Saint-Paul, 1972, seu primeiro longa) ao diálogo com Dumas de A Filha de D’Artagnan (1994), alusivo ao famoso mosqueteiro gascão. Homenageou o grande Jean Renoir de Une Partie de Campagne com seu Um Sonho de Domingo (1984). Debruçou-se sobre um crime célebre em Le Juge et L’assassin (1976). Em Lei 627 (1992), que esteve aqui em cartaz na Mostra de São Paulo, desce aos porões do tráfico de drogas sob o olhar de um policial tão obstinado e fanático quanto o Javert de Os Miseráveis. Tentou também a ficção científica com A Morte ao Vivo (1980).

Em 1995, a carreira de Tavernier encontrou talvez o seu ápice com o Urso de Ouro concedido pelo Festival de Berlim ao seu A Isca. O filme concorreu também no Festival de Gramado, com prêmio de melhor atriz para Marie Gillain. Ela faz uma garota que, junto com dois amigos, vive de golpes aplicados em incautos. Tensa, bem trabalhada e fluida, a obra foi considerada um comentário cáustico sobre o materialismo e a amoralidade dos tempos contemporâneos.