segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Paulo Coelho e as redes sociais

Para Paulo Coelho, redes sociais são uma forma de literatura

Rio de Janeiro - O escritor Paulo Coelho -- que revelou não ter nenhum projeto de livro para 2012 -- disse que tem usado o Twitter e o blog pessoal para escrever. "As redes sociais são uma forma de literatura, é uma nova forma de escrever, e você é obrigado a ser mais objetivo e sintético", disse em entrevista para Ana Maria Braga, no "Mais Você" desta sexta-feira (25), diretamente da sua casa em Genebra, na Suíça.
Paulo Coelho, que lançou o último livro, "Aleph", em 2010, confessou que ultimamente tem escrito mais nas redes sociais. "Eu leio, faço caminhada, e escrevo na internet, que é o que me dá prazer", acrescentou.
Sobre seu último livro, escrito depois de uma viagem do autor pela Europa, Paulo confessou que teve medo de não conseguir escrever. "Achei que não tinha capacidade de colocar tudo em palavras".
Sem fazer noite de autógrafos há aproximadamente seis anos, o escritor contou que sente falta desse contato com os leitores, mas não tem condição de atender a demanda de fãs. "É uma experiência frustrante, por que vai mais gente que o esperado e eu alegro algumas, mas deixo outras tristes, já que não consigo atender todo mundo", explicou.
O autor lembrou-se a da época de compositor, quando escreveu mais de 80 músicas em parceira com Raul Seixas, como "Eu nasci há 10 mil anos atrás" e "Sociedade Alternativa". "O Paulo Coelho daquela época é o mesmo de hoje. Tá careca, mas tem um rabinho", brincou, mostrando os poucos fios de cabelo que tem na parte de trás da cabeça.

Fonte: D24AM

Paul Motian, aos 80






Mestre da arte percussiva e sofisticado compositor, o baterista Paul Motian era uma lenda viva do jazz até a última terça-feira. Ele morreu, aos 80 anos, vítima de síndrome mielodisplásica — uma doença degenerativa que atinge a medula óssea.
Há quatro meses, Motian parecia muito bem disposto — embora como sempre impenetrável, atrás dos inseparáveis óculos escuros — no Village Vanguard, sua “segunda casa” em Nova York, num set de mais de uma hora, à frente de um novo conjunto. Ao seu lado, músicos que poderiam ser seus filhos, como os saxofonistas Bill McHenry e Chris Cheek, o incrível pianista Jacob Sacks e o baixista Thomas Morgan — os dois últimos na faixa dos 30 anos.
Um dos músicos mais singulares do jazz contemporâneo, Motian deixa como legado uma preciosa discografia. Desde quando, entre 1959 e 1961, formou com o pianista Bill Evans e o contrabaixista Scott LaFaro aquele fascinante trio que estabeleceu padrões tão elevados de conteúdo musical e de interação entre os “atores” desse tipo de conjunto, que os trios mais convencionais, com baixo e bateria funcionando como metrônomos, passaram a ser tão obsoletos como os gramofones. São antológicos os registros do Bill Evans Trio, num domingo à tarde de junho de 1961, no Village Vanguard, com as primorosas interpretações de Waltz for Debby e Gloria’s step.
Paul Motian nada tinha a ver com o protótipo do jazz drummer fixado por Gene Krupa, Buddy Rich e Louie Belson, afeitos a malabarismos com as baquetas e a longos solos que levantavam as plateias. Muito pelo contrário, com um gestual discreto, criava desenhos rítmico-melódicos pontilhistas em clima camerístico, por sobre um fundo claro-escuro, em que nuvens sonoras sombrias eram iluminadas, de quando em vez, por relâmpagos providos pelos seus címbalos mágicos. Foi um ás do abstracionismo lírico na música, um Paul Klee do jazz.

Fonte: Jornal do Brasil
Texto: Luiz Orlando Carneiro

VIII Ciranda de Poesias de Londrina

Depois de meses de organização e contato com quase mil poetas de Londrina e região, chegou ao fim, ontem (27/11), a oitava edição da Ciranda de Poesias de Londrina.

O evento, realizado no Salão Social do Sesc, impressiona pela ampla capacidade de mobilização junto à comunidade, atraindo o cidadão comum para o universo da cultura. Conversei com pessoas que se inscreveram e outras que acompanhavam parentes e amigos e ali estavam: donas de casa, estudantes, aposentados, motoristas de ônibus, operários, contadores e professores. A Ciranda de Poesias brindou a todos com um recital de alunos da professora Lígia Araújo com obras de Camargo Guarnieri, Carlos Gomes e Waldemar Henrique.

Em 2 noites, o público viu subir ao palco, concorrentes de 9 a 93 anos de idade, sendo que todos receberam certificados e muitos trabalhos impressionaram pela técnica, estilo e beleza. A grande emoção ficou reservada para o final, quando foi divulgado que 52 detentos da Penitenciária Estadual de Londrina se inscreveram através do apoio de professores do CEEBJA. Muitas das poesias destes homens revelaram amor, pedido de perdão e também agradecimento por participarem, mesmo à distância, de um importante evento cultural como este! A democratização e a amplitude social são fundamentais para o sucesso da cultura em qualquer tempo e lugar!

Aldo Moraes
composermoraes@hotmail.com

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A OBRA DE LUIZ CARLOS COELHO JEOLÁS

A obra plástica de Jeolás, que nasceu no Rio de Janeiro e veio trabalhar em Londrina, como médico é enfocada na exposiçào e no livro TransfiguraçÕes poéticas ou a pintura pela pintura.

Data: 27/11 as 10 hs
Museu de Arte de Londrina

Mostra de Teatro Popular de Londrina

Começa hoje a Mostra de Teatro Popular, ocupando praças, teatros e escolas.

É um trabalho de base e de ousadia social e artística empreendido pela Fábrica de Teatro do Oprimido, de Londrina.

Agenda: www.mostradeteatropopular.blogspot.com

Rock Brasília


Para o bem da memória cultural do Brasil, o baixo custo das novas tecnologias tem possibilitado uma enorme quantidade de filmes e documentários sobre as mais diversas personalidades e movimentos do país. Pela qualidade e e grande circulação destes filmes, alguns como "Coração Vagabundo" ( que ilustra um momento de Caetano Veloso); "O pequeno burguês, Filosofia de Vida" ( sobre Martinho da Vila) e "Herbert ( Vianna) de perto" ganharam dimensão de produtos culturais com grande visibilidade no mercado.

Há também o docu-drama Poeta da Vila sobre os 27 anos de vida e as obras primas de Noel Rosa. Isto faz um bem enorme para nossa cultura. E há os filmes sobre artes plásticas, teatro e literatura.

Assisti esta semana" Rock Brasília, a era de ouro", dirigido pelo competente Wladimir Carvalho, que sabiamente mescla depoimentos antigos e recentes com imagens de arquivo sobre as bandas de Brasília, sem esquecer do contexto geral em que se deu o rock nacional dos anos 80. Todos estes trabalhos recentes; que vão da música erudita de João Carlos Martins e Nelson Freire ao coco nordestino, passando pela MPB e rock e que em outras áreas envolvem Bispo do Rosário e Vik Muniz, por exemplo; são fundamentais para nossa reflexão histórica e cultural e para que a juventude tenha acesso à memória através de produções qualificadas.

Aldo Moraes ( músico )
composermoraes@hotmail.com

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Documentário “Prova de Artista”, de José Joffily, estreia em circuito nacional no dia 25 de novembro



Dirigido por José Joffily, o documentário em longa-metragem “Prova de Artista” (provadeartista.com) estreia no próximo dia 25 de novembro (sexta-feira), em circuito nacional. O filme participou recentemente da Mostra Première Brasil, do Festival do Rio, quando foi exibido hors concours, no último dia 8 de outubro.

O longa-metragem foi produzido pela Coevos Filmes (www.coevos.com.br), que atua há mais de 30 anos no mercado audiovisual, e tem distribuição da Formosa Filmes, que trabalha com um conceito de distribuição pensado e formatado conforme o perfil do projeto cinematográfico. O novo filme de Joffily é um desdobramento de dois documentários realizados anteriormente pelo diretor: “O chamado de Deus” (2002) e “Vocação do poder” (2006). O primeiro acompanha seis jovens seminaristas e sua dedicação à vida religiosa. Já o segundo, co-dirigido por Eduardo Escorel, registra o dia-a-dia de seis políticos que pela primeira vez concorrem a cargos públicos, no caso, a Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.

Prova de Artista” acompanha alguns jovens representantes do meio artístico musical, registrando a rotina de cinco integrantes das principais orquestras sinfônicas do país, como Byron Hitchcock (violinista da OSB, Orquestra Sinfônica Brasileira), Ricardo Barbosa (oboísta da OSESP, Orquestra Sinfônica de São Paulo), Rodney Silveira (violista da OSB Jovem), Catherine Carignan (fagotista da OFMG, Orquestra Filarmônica de Minas Gerais) e Rodrigo de Oliveira (violinista da OFMG, Orquestra Filarmônica de Minas Gerais).

A partir de registros de ensaios, de apresentações e, principalmente, dos momentos que antecedem e sucedem as muitas audições, “Prova de Artista” acompanha os conflitos, a paixão e a disciplina que envolvem a vida profissional dos músicos que escolhem esse ofício. Através dessa aproximação, o filme revela também as relações que se estabelecem nesse ambiente de trabalho, entre solistas, maestro e orquestra.

Nos personagens do filme revela-se, além do amor absoluto pela música, a batalha pela estabilidade financeira e a dificuldade em obtê-la através do ofício que escolheram. Na sua maioria de origens modestas, os músicos colocam na carreira uma grande expectativa. Com diversos encontros em momentos-chaves, nos ensaios e nas audições, o documentário desenha a realidade de cinco artistas singulares, reagindo e se expressando de maneiras distintas.

Sinopse - Prova de Artista

Prova de Artista acompanha o dia-a-dia de cinco jovens e talentosos músicos em suas audições, estudos e ensaios para as orquestras de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. O filme revela os conflitos, a paixão e a disciplina envolvidos na escolha de seguir a vocação artística.

Informações Técnicas:

Gênero: documentário

Ano de Produção: 2011

Duração: 84 minutos

Classificação Etária: livre

Idioma: português e inglês

Subtítulos: português e inglês

Cor: colorido

Som: 5.1 dolby stereo

Formato: Digital AUWE/MOBZ/DCP