terça-feira, 21 de maio de 2019

LONDRINA PERDE O GRANDE ADVOGADO E ATIVISTA OSCAR NASCIMENTO


Dr. Oscar Nascimento, convidado pelo vereador Tito Valle a falar sobre, o feriado do dia da Consciência Negra 20-11 e Zumbi dos Palmares no plenário da CML.
Morreu na noite desta segunda-feira (20), 89 anos, em Londrina, o advogado e ativista Oscar do Nascimento. Ele estava internado na na Santa Casa e a causa da morte foi a falência múltipla de órgãos. O velório está sendo realizado na Câmara de Vereadores e o sepultamento será às 16 horas, no Cemitério São Pedro.
A sessão desta terça-feira (21) da Câmara foi transferida para amanhã (22), às 14 horas.
Pioneiro na cidade, o advogado recebeu em 2011 o título de Cidadão Honorário de Londrina e em 2002 o Prêmio Zumbi dos Palmares, entregue pela Câmara a pessoas que se destacaram na luta em defesa dos direitos humanos e contra a discriminação racial
.
De acordo com informações do livro “Negro em Movimento”, publicado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Oscar nasceu em 1929 no município de Coroados, no interior de São Paulo, e veio para Londrina aos 5 anos de idade. Filho de agricultores analfabetos, concluiu duas graduações, Economia (pela Universidade Federal do Paraná) e Direito (UEL), em uma época na qual quase não havia negros nas instituições de educação superior. Lecionou por 42 anos, como professor no ensino médio, técnico e superior.

Doutor Oscar, como era conhecido, foi um dos fundadores do clube Arol (Associação Recreativa Operária de Londrina), organização negra criada na década de 1950 e que exerceu papel importante na inserção da população afrodescendente na sociedade londrinense. Participou ativamente do Movimento Negro de Londrina e do Conselho Municipal da Comunidade Negra de Londrina. Nascimento deixa esposa, cinco filhos, quatro netos e dois bisnetos.

(Com informações da assessoria de imprensa/CML – Foto Devanir Parra)

domingo, 19 de maio de 2019

CAETANO VELOSO E OS FILHOS COMANDAM PÚBLICO DE 160 MIL NA VIRADA CULTURAL

Caetano e filhos no primeiro dia da 15.ª Virada Cultural de SP© Gabriela Biló/Estadão Caetano e filhos no primeiro dia da 15.ª Virada Cultural de SP
Com um público estimado em 160 mil pessoas, segundo a Secretaria Municipal de Cultura, Caetano Veloso e seus três filhos abriram com a celebrada Alegria Alegria o seu show no palco principal da Virada Cultural, no Vale do Anhangabaú.
Boa parte do público pareceu surpresa com a quantidade de canções calmas, mas Caetano pode ter liderado um dos grandes momentos da Virada. O show Ofertório não teve a pressão de uma apresentação solo. Houve, assim, momentos de muita dispersão, sobretudo como a própria Ofertório, canção que o músico fez para a mãe, Dona Canô, linda e inspirada, mas não para ser tocada ali.

VIRADA CULTURAL SP 2019


Crianças 
A Virada começou às 18h, com o Palavra Cantada, formado por Paulo Tatit e Sandra Peres. O duo também se apresentou no palco do Vale do Anhangabaú. Com um repertório dedicado ao público infantil, a dupla fez uma versão mais enxuta de seu habitual show, mesclando músicas de seus discos, com direito a pot-pourri de hits como RatoSopa e Bolacha de Água e Sal.
Atraso O show da cantora carioca Teresa Cristina só começou às 19h05, uma hora depois do previsto, no palco da Avenida São João, o MPB/Samba, por problemas na arrumação do local. Houve até um princípio de vaia na plateia.
Ao subir ao palco, Teresa Cristina se desculpou: “Estávamos aqui desde cedo, mas precisaram de mais tempo para arrumar o palco. Mesmo não sendo nossa culpa, peço desculpas”. Ela começou então pedindo que a plateia a seguisse em uma oração chamada Ave Maria Preta, que passava pelas abençoadas Dona Ivone Lara, Dandara e Maria Quitéria. Teresa fez um show impecável, não jogou com o populismo e teve a plateia nas mãos até o final.
Gospel 
Aos 23 anos, a cantora gospel Priscilla Alcântara é o nome celebrado pelo público jovem que foi ao novo palco da Música Cristã, na Praça da Sé.
Priscilla mostrou seus sucessos, que foram cantados por uma plateia bastante emocionada. O ponto alto da apresentação foi com Priscilla fazendo cover de Shallow, de Lady Gaga, música do filme Nasce Uma Estrela.

CHAMADA PARA XIX CONCURSO NACIONAL POEART 2019

O concurso de poemas com link abaixo resultará no livro Vozes de Aço volume XXI que trará homenagem ao notável escritor/poeta/critico literário Antônio Carlos Secchin da ABL e que já conta com os comentários de: Alexandra Vieira de Almeida, Alexei Bueno, Álvaro Alves de Faria, Anderson Braga Horta, Antonio Miranda, Antônio Torres, Claudia Manzolillo, Igor Fagundes, João Almino, José Eduardo Degrazia, Luiz Otávio Oliani, Nuno Rau, Ricardo Vieira Lima e Sonia Maria Mazzei

    Muito grato pela adesão/participação
Abraços
Jean Carlos Gomes poeta, colunista e editor
Volta Redonda RJ

EDITORA FELINAS: RESULTADO DA CONVOCATÓRIA POÉTICA


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sexta-feira, 17 de maio de 2019

ARQUITETO I.M.P, QUE PROJETOU O LOUVRE, MORRE AOS 102 ANOS



Arquiteto I. M. Pei em evento em Nova York em 2004 — Foto:  Paul Hawthorne / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFPArquiteto I. M. Pei em evento em Nova York em 2004 — Foto:  Paul Hawthorne / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
Arquiteto I. M. Pei em evento em Nova York em 2004 — Foto: Paul Hawthorne / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
O arquiteto I. M. Pei morreu aos 102 anos. Seu filho, Li Chung Pei, disse ao jornal "The New York Times" que ele morreu na noite desta quinta-feira (16), mas não informou a causa.
I. M. Pei, nascido na China e radicado nos EUA desde os 18 anos, projetou construções famosas pelo mundo, como a pirâmide de vidro na entrada do Museu do Louvre, em Paris (1989) , o Prédio Leste da Galeria Nacional de Artes de Washington (1978) e o Museu de Arte Islâmica no Qatar (2008).
Entre outros prédios desenhados por ele que ficaram famosos nos EUA estão o da Biblioteca John F. Kennedy, em Boston, e o Hall da Fama do Rock, em Cleveland.
Museu do Louvre — Foto: 139904/Creative CommonsMuseu do Louvre — Foto: 139904/Creative Commons
Museu do Louvre — Foto: 139904/Creative Commons

quinta-feira, 16 de maio de 2019

CINEMA PERDE DORIS DAY

A cantora e atriz americana Doris Day, estrela de várias comédias românticas nos anos 1950 e 1960, morreu nesta segunda-feira, 13, aos 97 anos. Segundo a fundação de defesa de direitos dos animais que levava seu nome, a atriz morreu em casa, cercada de amigos próximos. “Day estava em excelentes condições de saúde para uma pessoa de sua idade, até pegar recentemente uma forte pneumonia, o que resultou na sua morte”, disse o comunicado da Doris Day Animal Foundation.
De acordo com a organização, Day não queria que fosse organizado um velório em sua homenagem e também preferiu que fosse enterrada sem a instalação de uma lápide com informações sobre ela.
Inicialmente uma cantora de pop e jazz, Day foi descoberta pelos estúdios Warner Bros., estrelando seu primeiro filme, Romance em Alto-Mar, em 1948. Tornou-se uma das mais queridas atrizes de sua geração, sendo chamada por fãs e imprensa americana de “queridinha da América”. Protagonizou quase quarenta filmes, como Confidências à Meia-Noite (1959), pelo qual recebeu a única indicação ao Oscar de sua carreira, A Espiã de Calcinhas de Renda (1966) e Ama-me ou Esquece-me (1955).
 Doris Day debaixo de uma mesa tentando escapar de um pretendente persistente em uma cena do filme ‘A Espiã de Calcinhas de Renda’, 1966
Doris Day debaixo de uma mesa tentando escapar de um pretendente persistente em uma cena do filme ‘A Espiã de Calcinhas de Renda’, 1966 (Metro-Goldwyn-Mayer/Getty Images)
Uma música interpretada por ela em O Homem que Sabia Demais (1956), de Alfred Hitchcock, Whatever Will Be, Will Be (Que Sera, Sera), porém, ganhou o Oscar de melhor canção original em 1957.
Ao lado de atores como Rock Hudson, Cary Grant e James Garner, os atores mais populares do final dos anos 1950 e começo dos 1960, Day estrelou comédias românticas e musicais líderes de bilheteria nos Estados Unidos. Por causa dos papéis que interpretava, o de mocinhas engraçadas e alegres, mas que evitavam as investidas dos homens e o sexo antes do casamento, acabou sendo pintada como recatada, uma imagem que a “confundia”, como veio a revelar anos depois.
 Doris Day como Laurie Tuttle e Frank Sinatra como Barney Sloan no romance musical ‘Corações Enamorados’, 1954
Doris Day como Laurie Tuttle e Frank Sinatra como Barney Sloan no romance musical ‘Corações Enamorados’, 1954 (Silver Screen Collection/Getty Images)
Day teve uma chance, no entanto, de tentar mudar a maneira como as pessoas a enxergavam: foi convidada pelo diretor Mike Nicholls a estrelar a senhora Robinson em A Primeira Noite de um Homem (1967), que conta a história de um jovem e de uma mulher, bem mais velha do que ele, que se envolvem romanticamente. A atriz, porém, não se interessou e o papel ficou com Anne Bancroft. “Não conseguia me ver rolando nos lençóis com um jovem com metade da minha idade que eu tinha seduzido”, disse em entrevista. “Percebi que era um papel eficiente… mas ele ofendia meus valores.”
Seu último filme foi Tem um Homem na Cama da Mamãe (1968), mesmo ano em que ela ganhou sua própria sitcom, The Doris Day Show (1968-1973). Pouco depois, aposentou-se, tanto da carreira nas telas quanto na música. No total, lançou 29 discos – o último, My Heart, chegou às lojas em 2011, com canções que ela já havia gravado, mas que ainda não tinham sido compiladas em álbuns anteriores.
 Atriz americana Doris Day por volta de 1962
Atriz americana Doris Day por volta de 1962 (Arquivo/Getty Images)
Aposentada, passou a se dedicar aos direitos dos animais, criando organizações como a Doris Day Animal Foundation. Por cerca de um ano, voltou a ficar sob os holofotes ao apresentar o talk-show Doris Day’s Best Friends, mas resistiu a retomar a carreira em Hollywood, apesar de ter sido convidada diversas vezes.
Ao lançar sua autobiografia, Doris Day: Her Own Story, em 1975, ela causou controvérsia entre os fãs por rejeitar apelidos e estereótipos que haviam sido associados a ela, como o de “virgem profissional” ou de “garota da casa ao lado”. No livro, ela dizia: “A sucessão de musicais alegres e de época que eu fiz, mais o comentário amplamente divulgado do (músico e ator) Oscar Levant sobre minha virgindade (‘Eu conheci Doris Day antes de ela se tornar virgem’), contribuiu para o que se tornou a minha ‘imagem’, que é uma palavra que me confunde. Nunca tive intenção de minha parte, seja na carreira de atriz ou na minha vida pessoal, de criar qualquer coisa que pudesse ser chamada de imagem”.
 Doris Day em retrato para a Warner Bros Studios, em 1951
Doris Day em retrato para a Warner Bros Studios, em 1951 (John Kobal Foundation/Getty Images)