sábado, 22 de setembro de 2018

FOLHA DE LONDRINA DESTACA CIRCUITO DE POEMAS BATUQUE NA CAIXA


sexta-feira, 14 de setembro de 2018

LONDRINA: ESPETÁCULO CELEBRA LUGARES DO SAMBA

Para entender uma cultura, é preciso situá-la no contexto de seus cenários e espaços sociais, lugares onde a vida é vivida e as coisas acontecem. Os sambas e suas histórias são marcados pelos seus lugares de origem: os terreiros, os bairros, os subúrbios, os morros, as escolas de samba, os botecos, as cozinhas e quintais. A importância e o amor por esses lugares estão registrados nas composições de sambas memoráveis.


O projeto “Estação Samba” apresenta neste domingo, 16 de setembro, no Bar Valentino, o espetáculo “Lugares do Samba”, cantando os sambas e contando as histórias desses cenários de vida e inspiração. Ao lado de Juliana Barbosa, que apresenta o espetáculo e narra as histórias, estará o cantor Paulo Vítor Poloni, interpretando uma seleção de 12 sambas com essa temática.


Paulo Vitor é um dos mais versáteis intérpretes da cidade. Além de cantar e atuar em espetáculos cênico-musicais, dirige vários deles e é professor de coro cênico do Festival Internacional de Música de Londrina. O cantor convidou para dividir o palco com ele também cantoras expoentes da cena cultural londrinense: Natália Lepri, impecável na afinação da voz; a versátil Gabriela Catai, cantora do grupo Cluster Sisters, que transita pelo jazz e pelo samba; Giovanna Correia, também das Cluster Sisters, vai homenagear o sambista Wilson das Neves cantando um de seus sucessos e Silvia Borba, das mais atuantes cantoras de samba em Londrina, leva ao palco sua voz única, de timbre popular.

Os arranjos e a direção musical são de André Siqueira, pesquisador da canção brasileira e multi-instrumentista. André também empresta seu talento como instrumentista, tocando violão, flauta e bandolim, junto com Mateus Gonsales ao piano, Gabriel Zara no baixo, Bruno Cotrim na bateria e Sal Vinícius na percussão.



OS ATORES DA VIDA REAL


Juliana Barbosa, que apresenta o espetáculo, é mentora do projeto “Estação Samba”, e apresentou durante 8 anos, de 2008 a 2016, o programa com o mesmo nome na Rádio UEL FM. Comentando a importância dos lugares sociais como fontes do samba, ela lembra o geógrafo e intelectual, Milton Santos, para quem os pobres, no enfrentar as dificuldades vivem em alerta permanente, são atores lutando no drama real, criando e recriando a cultura em seus espaços de vida, com a cara de seu tempo. Os sambas são formas populares encontradas para falar das histórias e personagens da labuta cotidiana. “Minha pesquisa e minha seleção de sambas põe sempre em evidência os artistas populares, porque credito a eles lugar essencial na manutenção da cultura do samba”, argumenta ela.



SERVIÇO:


O espetáculo “Lugares do Samba” começa pontualmente às 20h, mas vai ter discotecagem temática em torno dos lugares do samba desde 19h, com os DJs Fran e MC Rei.

Mesas com 4 lugares custam R$ 150 e podem ser adquiridas pelo telefone (43) 9 9620 5211. Os convites individuais estão esgotados.

CONTATOS: Juliana Barbosa: (43) 9 9649-509

G20: ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL DA AMÉRICA LATINA EXIGEM COMPROMISSO COM A IMPLEMENTAÇÃO EFETIVA DA AGENDA DE EDUCAÇÃO 2030





Organizações da América Latina e do Caribe demandam aos Estados do G20, que pela primeira vez discutem a agenda de educação, que garantam orçamentos sustentáveis e suficientes para o fortalecimento de sistemas de educação públicos, gratuitos e inclusivos
No contexto da Reunião Ministerial de Educação e do Encontro Ministerial Conjunto de Educação e Trabalho do G20, que acontecem em Mendoza, Argentina, nos dias 5 e 6 de setembro, a Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (CLADE), a Campanha Nacional pelo Direito à Educação do Brasil, a Campanha Argentina pelo Direito à Educação (CADE), e o Conselho de Educação Popular da América Latina e do Caribe (CEAAL) no México exigem que esses Estados reafirmem seu compromisso com a garantia de um financiamento público adequado, justo e sustentável para o fortalecimento de sistemas de educação públicos, gratuitos e inclusivos, de maneira a permitir a realização da Agenda de Educação 2030 nos níveis regional e nacional, assim como o cumprimento de legislações educacionais vigentes nos países, que aprofundem e fortaleçam os compromissos globais, como é o caso do Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/2014), do Brasil.

"O Plano Nacional de Educação, nossa principal política educacional, vem sendo colocado à margem nas ações do governo federal para a educação. Se não cumprimos com o que está previsto no PNE, especialmente no que tange a universalização do acesso, redução das desigualdades regionais e educacionais, qualidade, cooperação federativa, e financiamento, não chegaremos nem perto de atingir as metas da Agenda 2030 nem aquelas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU", analisa Andressa Pellanda, coordenadora de políticas educacionais da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

Até dezembro deste ano, a Argentina ocupa a presidência temporária do G20, um fórum que reúne líderes das maiores economias do mundo. Com esse papel, o país recebe uma série de reuniões preparatórias para a Cúpula de Líderes do Grupo, que acontecerá nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro de 2018 em Buenos Aires. Pela primeira vez, a educação é abordada num Fórum do G20, sendo enfocadas as temáticas: habilidades necessárias para a vida e para o trabalho; e financiamento da educação. Trata-se, portanto, de uma oportunidade importante para discutir esses assuntos com os países do Grupo.

As organizações da sociedade civil mencionadas destacam que garantir o direito a uma educação pública, gratuita, de qualidade, inclusiva, equitativa e ao longo da vida para todas as pessoas, sem discriminações, é condição fundamental para promover a justiça social e o desenvolvimento sustentável. Essa premissa está prevista nas metas da Agenda de Educação 2030 e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que consideram a educação, a inclusão e a superação das desigualdades, especialmente as disparidades de gênero, como eixos transversais e fundamentais para  alcançar todos os ODS.

"Demandamos aos Estados do G20 que reafirmem seu compromisso com a implementação efetiva da Agenda de Educação 2030 e com a realização do direito humano à educação para todas as pessoas. Isso requer sistemas de educação públicos, que sejam adequadamente financiados e comprometidos com a inclusão e a não-discriminação, especialmente em relação à igualdade de gênero, já que temos observado vários retrocessos para essa questão na região. É preocupante que os países latino-americanos que são membros do G20, e estão entre as maiores economias do mundo, não realizem investimentos públicos suficientes na educação pública, mesmo havendo um consenso global de que isso é fundamental para a implementação de todos os ODS e para a realização dos direitos humanos", afirma Camilla Croso, coordenadora geral da CLADE.

As organizações também denunciam que em diferentes países da região vêm sendo implementadas políticas que reduzem ou congelam os investimentos públicos em educação e em outros direitos sociais, com base em alegações de que a atual crise econômica requer políticas de ajuste fiscal e contenção dos gastos públicos, enquanto sistemas fiscais injustos e desiguais são mantidos. Elas defendem que a luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade começa por exigir: o fim dos incentivos fiscais prejudiciais e das práticas de evasão fiscal de empresas nacionais e transnacionais; o aumento da transparência de governos e grandes corporações; e o estabelecimento de uma nova arquitetura tributária internacional.

Para expressar essas preocupações e pressionar os governos da região que integram o G20 para que assumam um compromisso com a justiça tributária; garantam recursos adequados para o direito à educação e o fortalecimento dos sistemas públicos de educação; e executem planos educacionais e orçamentos sensíveis à inclusão, à equidade, à igualdade de gênero e à garantia de acesso e continuidade escolar para todas as pessoas, a CLADE e seus membros na Argentina, no Brasil e no México entregaram um documento a representantes dos Estados da América Latina e do Caribe durante as Reuniões Ministeriais realizadas na Argentina [o documento completo ? em espanhol]. Abaixo, veja o item sobre o Brasil.
 
Contexto brasileiro

Em dezembro de 2016, a Emenda Constitucional (95) foi aprovada no Congresso Nacional, instituindo um novo regime fiscal no país que suspendeu, na prática, o vínculo mínimo de recursos para a educação garantido pela Constituição Federal, por 20 anos. A emenda determina que o valor máximo de gastos públicos em educação, saúde e assistência social será condicionado ao valor investido no ano anterior, corrigido apenas pela inflação, tomando por base o ano de 2016. Nesse contexto, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, em aliança com outras organizações e movimentos sociais do país, questiona a legalidade dessa alteração constitucional, e tem denunciado a situação à ONU e à Organização dos Estados Americanos (OEA).

O novo regime fiscal dificulta o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024, dentre as quais: expansão de matrículas e ampliação progressiva da obrigatoriedade da educação básica; redução do analfabetismo; melhoria da qualidade educacional; formação de professoras/es e a implementação do Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi), mecanismo criado pela Campanha Nacional que estabelece parâmetros para um gasto público adequado, de maneira que todas as escolas do país ofereçam uma educação pública de qualidade.

Além disso, no final de 2016, o governo de Michel Temer abriu ao capital estrangeiro a exploração do pré-sal, que antes era exclusiva da Petrobras. Essa decisão também impacta negativamente a educação do país, pois significa a redução da arrecadação de royalties pela exploração do petróleo nacional, que deveriam ser destinados aos setores educação e saúde, segundo a Lei dos Royalties do Petróleo (Lei 12.585 / 2013).

Nesse contexto tão regressivo para o financiamento da educação no país, o PNE completa, em 2018, seu quarto ano de vigência sem ser cumprido. A Campanha Nacional tem acompanhado os efeitos negativos das políticas de ajuste fiscal para a educação nacional e o PNE, desenvolvendo pesquisas que analisam as políticas econômicas com ênfase em seu impacto nas políticas sociais [1]. A Campanha também participa de uma mobilização social de âmbito nacional contra os cortes orçamentários em direitos sociais, chamada "Direitos valem mais" [2].

Por sua vez, o perito independente da ONU sobre dívida externa e direitos humanos, Juan Pablo Bohoslavsky, ao lado de outros seis peritos e relatores da ONU, divulgou uma declaração [3], em que chama a atenção do governo brasileiro para os impactos negativos dos cortes orçamentários realizados no país, afetando direitos humanos como educação, saúde, seguridade social,  segurança alimentar e igualdade de gênero. As autoridades também afirmam que as medidas de ajuste fiscal estão impactando desproporcionalmente as pessoas que já são vítimas de discriminação e vivem em situações de vulnerabilidade.

Diante da aproximação das eleições presidenciais, a Coalizão Anti-austeridade e pela Revogação da Emenda Constitucional 95, da qual faz parte a Campanha Nacional, lançou hoje um documento para alertar a cidadania sobre o colapso das políticas sociais e o agravamento das desigualdades no país [4].



BATUQUE NA CAIXA É SEMIFINALISTA DO 13 PREMIO ITAÚ UNICEF


Após processo de análise e seleção realizado por um grupo de aproximadamente 140 avaliadores – representantes das instituições organizadoras e parceiras do Prêmio – das áreas da educação, assistência social, cultura e comunicação, o Prêmio Itaú-Unicef divulgou, no dia 30/08, os semifinalistas da sua 13ª edição.
Entre os 3.500 projetos inscritos, 100 foram selecionados como semifinalistas, sendo 60 na categoria 1 (OSC em Ação) e 40 na categoria 2 (Parceria em Ação). Para conhecê-los, clique aqui:
https://educacaoeparticipacao.org.br/premio-itau-unicef-semifinalistas-2018/
O batuque na caixa, de Londrina, PR, é um dos semifinalistas e desenvolve atividades nas escolas e bairros da cidade desde 1999.

A divisão em duas categorias foi uma inovação desta edição, que buscou reconhecer uma quantidade maior de projetos e valorizar a diversidade de temas e metodologias utilizadas na realização das ações. Em comparação ao ano passado (2017), o número de projetos selecionados aumentou em 55%.
Oferecer categorias de participação reforça a ideia de que é possível promover educação e proteção social de diversas formas e reconhecer que cada uma tem sua potência e deve ser valorizada. Em 23 anos de Prêmio, nunca recebemos tantas inscrições, portanto é um desafio que impulsiona a equipe a pensar as próximas edições”, diz Marcelo Bragato, da equipe técnica do Prêmio Itaú-Unicef.
Os projetos semifinalistas seguem para a próxima etapa, que consistirá na avaliação e na seleção de 30 finalistas, sendo 20 na categoria 1 e 10 na categoria 2. 
Em outubro, serão anunciados os finalistas e em novembro haverá o evento de premiação com o anúncio dos vencedores: 4 projetos da categoria 1 e 2 projetos da categoria 2. 
Perfil dos semifinalistas
Ao todo, os projetos semifinalistas atendem mais de 27 mil crianças, adolescentes e jovens de todo país e atuam principalmente nas áreas de arte e cultura, educação, direitos da criança e do adolescente, cidadania, assistência social, esporte e meio ambiente.
Confira abaixo, no infográfico, mais informações sobre os projetos e o perfil do público atendido.
Sobre o Prêmio Itaú-Unicef
O Prêmio Itaú-Unicef é uma iniciativa do Itaú Social e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), com coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).
Criado em 1995, em um contexto de mudanças sociais na perspectiva da garantia de direitos – com a promulgação da Constituição Federal Brasileira e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) –, o Prêmio Itaú-Unicef visa identificar, estimular e dar visibilidade a projetos realizados por organizações da sociedade civil (OSCs) e escolas públicas que contribuem para garantir o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens brasileiros em situação de vulnerabilidade social.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

MORRE EX-PRESIDENTE DO LEC AGOSTINHO GARROTE





Foto: LEC
 
Morreu na madrugada desta quarta-feira (12) o ex-presidente do Londrina Esporte Clube Agostinho Miguel Garrote. Ele estava internado há mais de duas semanas no Hospital Universitário, vítima de um AVC.

Garrote tinha 64 anos e dirigiu o LEC entre 2004 e 2005. O sepultamento foi às 10h30 no cemitério Padre Anchieta.

HOMENAGENS AOS 90 ANOS DO COMPOSITOR ÉDINO KRIEGER

Compositor e defensor incansável da música brasileira celebra aniversário com homenagens do violoncelista Antonio Meneses e festival em Santa Catarina, e segue atraindo intérpretes da nova geração, como Leonardo Hilsdorf e Fabio Martino


Como desdobramento do Festival de Maio – realizado em Belo Horizonte pelos pianistas Celina Szrvinsk e Miguel Rosselini – , o violoncelista Antonio Meneses apresenta-se em Goiânia, no dia 13 deste mês, com a Filarmônica de Goiás regida por Neil Thomson (com a mesma orquestra e regente, toca a obra de Krieger em Montevidéu, Buenos Aires e Brasília, em novembro); no dia 16, em Belém (que, em novembro, também homenageia o compositor no 34º Festival de Música Brasileira, realizado pelo Instituto Estadual Carlos Gomes), com a Orquestra Jovem Vale Música sob a batuta de Miguel Campos Neto; e no dia 19, em Belo Horizonte, com a Orquestra de Câmara Sesiminas dirigida pelo maestro Marco Antônio Drumond.

MÚSICA BRASILEIRA PERDE CECÍLIA CONDE

O Conservatório Brasileiro de Música, fundado em 1936, ocupa dois andares de um edifício de escritórios na Rua Graça Aranha, Centro do Rio de Janeiro. Nesse ambiente de salas de aula e ensaio, a carioca Cecília Conde estudou canto e piano e passou a maior parte de sua vida. Educadora por excelência, faleceu aos 86 anos nessa terça-feira, dia 11 de setembro.

Cecilia era filha e sobrinha de fundadores da instituição, respectivamente da cantora Amália Fernandez Conde e do compositor Oscar Lorenzo Fernandez. Saiu do comando do CBM há poucos anos, quando a instituição mudou de mãos. Criadora do curso de Musicologia e da pós-graduação no Conservatório, também foi compositora de “ambientações cênicas” em tempos de teatro de vanguarda. Escreveu, nas décadas de 1960 e 1970, trilha para dezenas de espetáculos teatrais e cinco filmes. Das peças, começou pelos infantis de Ilo Krugli e fez a música de montagens marcantes do Teatro Ipanema, como O Arquiteto e o Imperador da Assíria, de Fernando Arrabal, dirigido por Ivan de Albuquerque, 1970; Hoje É Dia de Rock, de José Vicente, 1971, e A China é Azul, de José Wilker.
Irmã do ex-prefeito do Rio Luiz Paulo Conde, Cecília participou intensamente da vida musical do país em muitas ações institucionais, conselhos e consultorias. Na rede social, o compositor Ronaldo Miranda pontua: “Cecília devotou sua vida à música. Além do talento próprio – como pesquisadora, educadora e compositora – Cecília se destacou por sua enorme capacidade de ter ajudado – ao longo de sua vida – uma plêiade de músicos brasileiros, entre os quais me incluo”.

Ela ocupava a cadeira n° 3 da Academia Brasileira de Música, que havia sido de Bidu Sayão. O presidente da ABM, João Guilherme Ripper, também ressaltou a capacidade formadora de Cecília: “Grande incentivadora de carreiras, e me incluo nisso. Também foi quem me proporcionou a chance de um trabalho de longo prazo na Sala Cecília Meireles ao aconselhar ao irmão, então Secretário de Cultura, que me mantivesse no posto em 2007”.

Em entrevista ao Projeto Tear, ela lembra a luta pela educação musical nas escolas e entrelaça com firmeza arte e educação, retrato de sua própria ação: “A educação desvinculada da arte não marca, não dá o insight. A arte permite você estar aberto a outras formas de pensar e de sentir. Você trabalha com a inteligência sensível, isso é fundamental na educação. (...) Não é só lazer e entretenimento. Ela é realmente a vida. A arte é você estar respirando”.

Cecília Conde, que estava hospitalizada para uma intervenção ortopédica, teve uma parada cardiorrespiratória na noite de terça. O velório acontece na Sala Cecília Meireles, sexta, dia 14, das 10h às 14h, seguido pelo sepultamento no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.
Cecília Conde [foto: Acervo de família]
Cecília Conde [foto: Acervo de família]

TEXTO: Luciana Medeiros

LINK: https://www.concerto.com.br/textos/musica-classica/musica-perde-cecilia-conde

MUNDO ERUDIITO: SOPRANO MANUELA FREUA LANÇA CD

A trajetória da soprano Manuela Freua tem sido marcada pela busca de novos repertórios, com especial atenção à criação contemporânea. E um de seus parceiros neste processo tem sido o violinista Emmanuele Baldini.

 Juntos, eles lançam no sábado, dia 15, na série Encontros Clássicos, na Sala São Paulo, o álbum A Canção e o violino, em que interpretam peças de Villa-Lobos, Rebecca Clarke, Vaughan Williams e Gustav Holst, além de realizar a estreia de uma obra encomendada ao compositor Leonardo Martinelli: Roteiro do silêncio, inspirado em Hilda Hilst.

Sobre o disco, Manuela Freua conversou com a Revista CONCERTO.
Manuela Freua [Divulgação / Hermanas Vasconcelas]
Manuela Freua [Divulgação / Hermanas Vasconcelas]

LINK: https://www.concerto.com.br/noticias/musica-classica/soprano-manuela-freua-lanca-cd-cancao-e-o-violino-com-violinista-emmanuele

MORRE MC NALDINHO, AUTOR DE TAPINHA NÃO DÓI


(Foto: Divulgação) 
 

terça-feira, 11 de setembro de 2018

PREMIO DO MINC RECONHECE PROJETOS REALIZADOS NAS PRAÇAS CEUS


 
 
Terminam nesta quinta-feira (13/9) as inscrições para o edital que vai premiar iniciativas socioculturais desenvolvidas nos Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs) já inaugurados no Brasil. Serão investidos R$ 450 mil em 30 iniciativas (R$ 15 mil cada) que beneficiem suas comunidades, fortalecendo expressões socioculturais locais e regionais e promovendo a cidadania, o bem-estar e o desenvolvimento social e sustentável.
 
As inscrições devem ser feitas na plataforma mapas.cultura.gov.br/oportunidade/988. Podem se inscrever pessoas físicas – individualmente ou que representem grupos ou coletivos – e pessoas jurídicas, sem fins lucrativos, responsáveis por iniciativas socioculturais nos CEUs oficialmente inaugurados.
 
Serão premiadas iniciativas nas seguintes categorias: promoção da educação e da formação artística e cultural, nas mais diversas linguagens; promoção do desenvolvimento social com intersetorialidade; promoção da interseção entre cultura, bem-estar e saúde; prevenção à violência; iniciativas promovidas por jovens ou coletivos de jovens; e capacitação e qualificação para o trabalho, promoção do associativismo e da economia Solidária. Cada categoria terá cinco propostas premiadas.
 
Uma comissão técnica de seleção, composta de 12 membros (seis titulares e seis suplentes), será responsável pela avaliação das iniciativas. Os critérios de avaliação e seleção estão disponíveis no edital.

O GRANDE CIRCO MISTICO É FILME QUE CONCORRE PARA ENTRAR NA DISPUTA DO OSCAR

O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues, é o longa-metragem brasileiro que concorrerá a uma das vagas entre os cinco indicados ao prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira do Oscar 2019, que será realizado no dia 24 de fevereiro, em Los Angeles (EUA), pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences. O anúncio foi feito nesta terça-feira (11) pela Comissão Especial de Seleção, indicada pela Academia Brasileira de Cinema (ABC), em evento na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

O longa conta a história de cinco gerações de uma mesma família proprietária do circo. Da inauguração do Grande Circo Místico, em 1910, até os dias de hoje, o público pode acompanhar, com a ajuda de Celavi, mestre de cerimônias que nunca envelhece, as aventuras e amores da família Kieps, do seu auge à sua decadência, até o surpreendente final. Durante todo o tempo, o filme mescla realidade com fantasia em um universo místico.
 
 
A Globo Filmes, produtora do longa, tem até 1º de outubro para enviar à Academy of Motion Picture Arts and Sciences uma cópia em 35mm ou 70mm, juntamente com os demais documentos estabelecidos no edital do concurso. Até o momento, 35 países já indicaram suas produções para concorrer à categoria de melhor filme estrangeiro. O anúncio final dos indicados ao Oscar será no dia 22 de janeiro de 2019.

FUNKEIRO CATRA MORRE EM SP

 
Internado em função do tratamento de um câncer gástrico, o funkeiro Mr Catra faleceu na tarde deste domingo (9).

Internado em função do tratamento de um câncer gástrico, o funkeiro Mr Catra faleceu na tarde deste domingo (9).

Formado em direito, Mr. Catra falava cinco idiomas, entre eles alemão e hebraico. Gravou com Neymar e Alexandre Pires.

Nas entrevistas, costumava dizer que produzia o que não era comercializado nem gravado. Fazia paródias, falava muito de sexo, mas se definia como um romântico.

sábado, 8 de setembro de 2018

SAMBA PERDE O GRANDE WILSON MOREIRA

Vítima de um câncer, morreu na noite de ontem (8), no Rio de Janeiro, o sambista Wilson Moreira. Ele tinha 81 anos.

Nascido Wilson Moreira Serra em dezembro de 1936, no bairro de Realengo, na zona oeste do Rio, trabalhou como guia de deficientes visuais, guarda penitenciário e engraxate antes de se dedicar ao samba.
Sambista Wilson Moreira
(Reprodução da foto/TV Brasil)
 
De família de jongueiros e tocadores de caxambu, Wilson se interessou pelo samba ainda pequeno.

Entre os sucessos do artista estão Te Segura, Goiabada Cascão, Morrendo de Saudade e Peso na Balança, gravados por Beth Carvalho; Gostoso Veneno, na voz de Alcione; Mulata do Balaio e Deixa Clarear, com Clara Nunes; e Cidade Assassina, gravada por Elizeth Cardoso.

Também foi parceiro de Zeca Pagodinho no sucesso Judia de Mim. Em parceria com Nei Lopes, gravou os discos A Arte Negra de Wilson Moreira e Nei Lopes, lançado em 1980, e O Partido (Muito) Alto de Wilson Moreira e Nei Lopes, de 1985.

ATOR BURT REYNOLDS MORRE AOS 82 ANOS

O ator, diretor e produtor cinematográfico americano Burt Reynolds morreu nesta quinta-feira, aos 82 anos, no Jupiter Medical Center, no sul da Flórida, segundo informou seu representante, Erik Kritzer, ao site da revista especializada The Hollywood Reporter. Ele sofreu um ataque cardíaco.

Reynolds foi o protagonista de filmes como Amargo Pesadelo (1972), Agarra-me se Puderes (1977) e Boogie Nights – Prazer sem Limites (1997), de Paul Thomas Anderson, pelo qual venceu o Globo de Ouro e recebeu uma indicação ao Oscar, interpretando um diretor de filmes pornô. O ator viveu sua época dourada durante a década de 1970, mas se manteve na ativa até a atualidade.

BATUQUE NA CAIXA ABRE EXPOSIÇÃO DE POEMAS 2018

A segunda edição da “Exposição de Poemas”, realizada pelo projeto Batuque na Caixa com apoio do Sigma, agitou os alunos do terceirão do colégio Estadual Marcelino Champagnat. 


Além de conhecerem a obra de poetas londrinenses, os estudantes participaram de uma dinâmica teatral e receberam apostilas do Sigma.

Veja também: https://www.instagram.com/p/BnZGC3rF5MP/?taken-by=colegiosigmalondrina

http://www.cursosigma.com.br/blog/sigma-apoia-o-projeto-batuque-na-caixa

PRESIDENCIAVEL: BOLSONARO SOFRE ATAQUE

O candidato à Presidência da República do PSL nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, foi esfaqueado durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG) na tarde desta quinta-feira, 6.

O presidenciável foi levado para o hospital e passa bem, segundo familiares. De acordo com Flavio Bolsonaro, filho do presidenciável, o ferimento foi superficial. O suspeito foi preso, segundo a Polícia Federal.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

BRASIL PERDE BEATRIZ SEGALL

A atriz Beatriz Segall morreu nesta quarta-feira (5) aos 92 anos, informou a assessoria de imprensa do hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, onde ela estava internada.
Em uma carreira de mais de 70 anos dedicada aos palcos e à TV, Beatriz Segall viveu em 1988 o papel que a eternizou na teledramaturgia brasileira. Após 192 capítulos da novela “Vale tudo”, a vilã interpretada pela atriz carioca morria com três tiros e fazia o país inteiro se perguntar: “Quem matou Odete Roitman?”

Nascida em 25 de julho de 1926 no Rio de Janeiro, Segall fez sua primeira peça durante um exercício de língua na Aliança Francesa. Convidada para se tornar profissional, recusou por causa da desaprovação do pai, que queria que ela fosse professora.
Pouco depois ela participou de um filme, “A beleza do diabo” (1950), quando decidiu fazer um curso de intepretação. Após participar de um trabalho semiamador com outras atrizes que também estavam começando, como Fernanda Montenegro e Nicette Bruno, foi à França estudar teatro e literatura.

Ao retornar ao Brasil, recusou outra peça e ficou por 14 anos como dona de casa, após se casar com o museólogo, exonomista e autor teatral Maurício Segall, filho do artista Lasar Segall. Até que em 1964 aceitou um papel no Teatro Oficina a convite do diretor José Martinez Corrêa.
Além de atuar em algumas novelas e filmes, recuperou com o marido o Teatro São Paulo, que administrou até 1974.

A estreia na Globo aconteceu em 1978, na novela “Dancin’ days”. Após agradar o público, no ano seguinte esteve na novela “Pai herói”, quando viveu a vilã Norah.
Em 1980, participou do premiado filme “Pixote, a lei do mais fraco”, dirigido por Hector Babenco. Oito anos depois, após passagem por outras emissoras, voltou à Globo para viver seu papel mais icônico.
Beatriz Segall em 'Pai Herói', de 1979 (Foto: Acervo TV Globo)Beatriz Segall em 'Pai Herói', de 1979 (Foto: Acervo TV Globo)
Beatriz Segall em 'Pai Herói', de 1979 (Foto: Acervo TV Globo)
Mesmo assim, após muita insistência do autor Gilberto Braga, que fazia questão da atriz como Odete Roitman. Na época, Segall estava em cartaz no teatro, e não aceitou o projeto inicialmente.
A atriz chegou até a repetir o mesmo papel em duas novelas diferentes. A miss Penélope Brown estreou em 1990 em “Barriga de aluguel”, de Gloria Perez. Em 2001, ela voltava a aparecer em “O clone”, da mesma autora.
Na Globo, seus últimos trabalhos foram na novela “Lado a lado”, em 2012, na qual interpretou uma rica senhora francesa, Madame Besançon. Em 2015, esteve no seriado “Os experientes”, que abordava a vida na terceira idade.
Betty Faria e Beatriz Segall em 'De Corpo e Alma' de 1993 (Foto: Acervo TV Globo)Betty Faria e Beatriz Segall em 'De Corpo e Alma' de 1993 (Foto: Acervo TV Globo)
Betty Faria e Beatriz Segall em 'De Corpo e Alma' de 1993 (Foto: Acervo TV Globo)
Beatriz Segall na novela 'Champagne', de 1983 (Foto: Acervo TV Globo)Beatriz Segall na novela 'Champagne', de 1983 (Foto: Acervo TV Globo)