terça-feira, 15 de setembro de 2015

AGENDA AFRO: JORNAL O HOMEM DE COR FOI CRIADO EM 1833

Com o objetivo de unir os homens de cor por meio da Educação e de outros meios, jornais e revistas ergueram, através dos tempos, a bandeira dos direitos que eles mesmos deveriam ter como cidadãos integrantes da sociedade brasileira.

Nesse período, várias entidades foram criadas, bem como a imprensa negra. Os jornais O Homem de Cor, O Mulato, O Brasileiro Pardo, O Cabrito e o Meia Cara foram publicados no período entre 1833 e 1867; todos eles, jornais cariocas. 


Rio de Janeiro, dia 4 de novembro de 1833. Em plena capital do Império, um pasquim liberal denominado O Mulato, ou O Homem de Cor assinalava em tom de preocupação: "Não sabemos o motivo por que os brancos moderados nos hão declarado guerra. Há pouco lemos uma circular em que se declara que as listas dos Cidadãos Brasileiros devem conter a diferença de cor - e isto entre homens livres!". 



O pasquim criticava os brancos por quererem obrigar os "cidadãos brasileiros" a serem classificados pelo critério da cor. 

Nesse sentido, O Mulato, ou O Homem de Cor não foi uma voz isolada. Nos primeiros anos do período regencial (que se iniciou em 1831 e se estendeu até 1840), vários outros pasquins (como O Brasileiro Pardo, O Crioulinho, O Cabrito, O Meia Cara) foram publicados com o intuito de proclamar a igualdade de direitos entre os cidadãos brasileiros independentemente da cor.

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